domingo, 31 de agosto de 2014

= Perigo em Las Vegas - Capitulo 1 =

''Ele é um dedo-duro e imprevisível. Ele não tem consciência, ele não tem nada!''

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Jenny P.O.V

Estar no Brooklyn, umas das minhas coisas preferidas no mundo. Desde que o papai não fique sabendo que eu fiz isso, claro. Ele odeia que eu saia de casa depois das 21 horas sem o motorista particular, mas me diz, pra que eu preciso de motorista se eu tenho a Miley e a sua Mercedes Benz disponíveis pra mim? É serio, eu tenho que aproveitar, não é todo dia que isso acontece.

Miles: Ainda acho que nós não deveríamos estar aqui. - reclamou ela encarando as ruas daquele bairro perigoso da tão agitada Nova Iorque enquanto dirigia.
Eu: Ah qual é, nós ficamos duas semanas sem nos ver.
Miles: Mas seus pais não vão gostar disso Jenny. - insistiu ela.
Eu: Eles não vão saber e além do mais você tem 20 anos.
Miles: Vai por mim, as fotos vão surgir e não vai ser nada legal.
Eu: - bufei .- O que você quer fazer então ?
Miles: Eu sei lá... ir pra qualquer lugar em que eu não corra perigo de vida.
Eu: Você é muito medrosa.
Miles: Você sabe que aqui é perigoso.
Eu: E eu gosto de perigo, é legal.
Miles: Você é doida, vou te levar pra um lugar que tenha pessoas normais.
Eu: Você costumava gostar também. - disse encarando seus grandes olhos verdes- Aonde?
Miles: Na boa, você mora em Manhattan meu amor, o que você está fazendo no Brooklyn?
Eu: - dei uma leve risada- Você não muda mesmo.

Andamos por pelo menos uns 45 minutos até chegarmos a Times Square aonde é impossível dirigir. Na boa, eu não fazia ideia do que estávamos fazendo naquele lugar. Ainda mais com a Miley, é meio que impossível andar com ela também o que fica mais difícil pra mim. E então ela parou o carro, me virei para ver aonde estávamos e droga...

Eu: É ai que você quer se divertir ? - perguntei indignada.
Miles: Jen você sabe que eu não posso chamar a atenção e além do mais aqui estamos seguras.
Eu: No Bunker Club? - perguntei sarcástica.

Ela riu.

Miles: Você é uma bobona mesmo. Vem logo... - sussurrou ela descendo do carro.
Eu: Eu ainda acho super cafona essa ideia de usar óculos a noite...
Miles: Você sabe que ...
Eu: Os paparazzi, já sei.
Miles: Ótimo. - disse ela sorrindo.

Entramos naquele lugar calmo que parecia um velório e nos sentamos em um dos sofás laranjados que me dava ânsia de vomito... por que? Eu sei lá, só não gosto de lugares calmos.

Miles: Você tem que parar de ir ao Brooklyn Jenny... - disse ela após pedir duas doses de Whisky.
Eu: Miley eu vou lá há tipo dois dias.
Miles: Não importa, não é lugar pra você.
Eu: Eu vou lá de dia, eu ajudo aquelas pessoas que não tem o que comer sabe?
Miles: Eu sei mas será que não poderia ajudar em outro bairro? É que sei lá amiga, eu fico tensa sabendo que você está lá ainda mais que os seus pais não sabem.
Eu: Eu só quero ajudar as pessoas, não importa aonde elas morem.
Miles: Eu sei, você tem um bom coração, puxou pra mim.
Eu: Ah , com certeza. - afirmei.- Não se preocupe, lá é um ótimo lugar.
Miles: Tanto que está nos noticiários todos os dias.
Eu: Você implicou mesmo com aquele bairro hein ...
Miles: Só quero o seu bem princesa.
Eu: Você fica muito chata melosa.
Miles: Eu puxei pra você.
Eu: Mas eu não gosto de ser assim.
Miles: É legal ser legal.

Ficamos ali jogando conversa fora até que os nossos drinks chegaram, eu tomei só aquele e parei, não gosto muito de bebida. A Miley sim, ela ama beber mas odeia deixar que eu faça isso mesmo que em pouca quantidade, ela se sente mal por que eu sou de menor e os meus pais podem descobrir. Na boa, meus pais tem uma rede de negócios pra administrar , pra que pirar com isso ?

Miles: Espera, eu já volto... - disse ela se levantando ao atender o celular.

Assenti com um sorriso enquanto ela desaparecia atrás daquela porta de vidro procurando por um lugar aonde não fizesse muito barulho. O Bunker Club em si é calmo mas continua sendo na rua da Times Square então...

Meus dentes trincavam naquela taça aonde não havia mais nenhum líquido em sinal de tédio. Foi então que os meus olhares foram totalmente voltados para o balcão logo a minha frente. Havia um garoto lá, e ele era muito muito muito lindo. Tinha os cabelos loiros escuros bem arrumados em um topete super sexy, tinha a pele branca e aveludada, um corpo malhado e trajava roupas estilosas. Não é o tipo de garoto com que esbarramos por ai todos os dias, ele tinha uma beleza diferente, ele provavelmente não era americano. Ele chamava a atenção, eu posso afirmar que todas as garotas daquele clube, das garçonetes até as acompanhadas o encaravam.

Desviei o meu olhar para o meu iPhone. Fiquei jogando algum jogo sem graça até que senti um perfume de tirar o fôlego próximo a mim. Levantei a cabeça curiosa para saber quem estava ali. Estremeci ainda dopada por aquele mar de perfume. O garoto misterioso tinha o sorriso lindo também. E quando estou falando de um sorriso bonito, é tipo o sorriso do Logan Lerman ou do Harry Styles sendo completado ao o corpo do Taylor Lautner e do Ian Somehalder.

Xx: Com Licença. - disse ele calmamente.- Posso me sentar aqui ?
Eu: C-claro. - gaguejei sem graça tirando rapidamente daquele jogo de cobrinhas antes que ele pensasse que eu fosse uma mini iCarly que se perdeu dos pais.
Xx: Eu sou Justin. - disse com um sorriso nos lábios, aquele que me deixava com poucas palavras.
Eu: Ah, prazer Ju-Justin. - disse sem ousar olhar pra ele.

Ele riu e então ficamos em silêncio por alguns segundos. Eu estava nervosa e caramba, eu nunca fico nervosa na frente dos garotos.

Jus: E você, não vai me dizer o seu nome? - ele simplesmente não desviava os olhos de mim.
Eu: Hã, desculpa, eu sou uma lerda. Meu nome é Jenny. - disse dando meia risada e estendendo a mão pra ele.

E lá vem ele com aquele sorriso de morrer de novo. Apertou minha mão delicadamente e se aproximou, eu poderia jurar que ela ia me beijar loucamente e depois teríamos uma transa inesquecível e ele jamais perguntaria o meu número e então nunca mais nos veríamos.

Não que isso já tenha acontecido comigo.

Não que eu seja esse tipo de garota.

Mas nos meus sonhos mais loucos, aqueles que jamais poderiam se realizar eu já tive fantasias assim.

Mas então o garoto misterioso que não é mais misterioso beijou demoradamente a minha bochecha, isso sim me deixou sem ar. Eu estava me sentindo a Bella do crepúsculo quando ela beijou o Edward pela primeira vez. Assim que ele se afastou eu sorri sem graça.

Jus: Só me resta perguntar se você vem sempre aqui. - ele disse num tom engraçado, sorri de leve.
Eu: Digamos que não seja um dos meus lugares preferidos no mundo mas foi necessário.
Jus: Mudança de planos? - perguntou ele franzindo o cenho.
Eu: Sim, mas na verdade eu não tive opção.
Jus: Entendi, você mora por aqui?
Eu: Bem que eu queria sabe, aqui é tudo tão agitado, tirando esse lugar , claro.
Jus: Nova Iorque é agitada. - afirmou ele.
Eu: Eu sei mas olha só onde nós estamos.
Jus: Eu gosto daqui.
Eu: Não mente, você tem cara daqueles play boys que curtem dançar até amanhecer o dia e então acorda depois das duas da tarde tentando contar o número de garotas com quem transou. - disse rapidamente.
Jus: Uau...
Eu: Ah, desculpa. - disse sem graça.- Acho que fui sincera demais.
Jus: Sincera demais não, mentirosa demais sim.
Eu: É mesmo?
Jus: É. Sabe o que eu fiz hoje?
Eu: Não faço ideia.
Jus: Acordei as cinco horas da manhã pra terminar um trabalho da faculdade, ás 07 fui para o serviço, tive 20 minutos de almoço e depois voltei para o serviço. Sai ás cinco horas da tarde, passei no banco e fiquei quase duas horas na fila então cheguei em casa e tomei banho correndo pra ir pra faculdade e sai de lá agora pouco e vim tomar um drinque pra relaxar por que quando eu chegar em casa vou ter que ouvir a minha mãe gritar com o meu irmão me impedindo de ter uma ótima noite de sono.
Eu: Nossa... - foi tudo que eu consegui dizer.-
Jus: Viu só, as aparências enganam muito.
Eu: Literalmente. Eu só não entendi uma coisa...
Jus: O que?
Eu: Por que você veio falar justo comigo?
Jus: Por que você foi a única que não deu em cima de mim descaradamente.

Nós dois rimos.

Eu: Ah isso é verdade.
Jus: Não que eu esteja me achando mas as garotas meio que gostam de mim.
Eu: É, eu percebi isso mesmo.
Jus: Você gostou... de mim ?
Eu: Você é legal Justin. - afirmei sorrindo.
Jus: Obrigada. - agradeceu ele tomando um gole do Whisky na sua mão.

E aquele foi o único momento em que ele desviou o olhar de mim. Deus do céu, ele é tão sexy e atraente.

Eu: Então você tem um irmão? - perguntei tentando puxar assunto caso contrário ele poderia pensar que eu sou uma garota sem graça.
Jus: É, nós meio que não nos damos muito bem.
Eu: Isso é ruim. - disse sincera.

O irmão dele devia ser um moleque de 14 anos que passa o dia inteiro jogando vídeo-game e estraga todas as mobílias da casa além de mexer nas coisas dele. Bom, isso me lembra o meu irmão, e também me lembra a minha mãe querendo matar ele cada vez que ouve o barulho de um vaso se quebrando.

Eu: E você mora aonde?
Jus: Long Island. - respondeu ele tomando mais um gole do drink.
Eu: Estranho. - comecei.- Para uma pessoa que mora no Long Island você está muito humilde.

Ele soltou uma gargalhada muito alta e uau, super gostosa.

Jus: Só um pouco. Eu nem ligo muito pra isso, só gosto de estar em um lugar seguro.
Eu: Em uma mansão aonde você pode ser você mesmo.
Jus: Mesmo que as pessoas ao seu redor não siga o mesmo caminho que você. - ele disse olhando pra mim, mas é como se não tivesse me vendo, como se tivesse perdido em pensamentos.
Eu: Oi ?
Jus: Nada... estou ficando doido. Mas vem cá, você já sabe tantas coisas sobre mim e eu não sei nada sobre você.
Eu: Você sabe o meu nome.
Jus: Isso já é alguma coisa.
Eu: Tá legal, eu tenho 17 anos, estou no terceiro ano do ensino médio, sou modelo da Victoria's Secret... - ele sorriu sem mostrar os dentes... - E bom... moro em Manhattan. Meus pais são muito cuidadosos, melosos mas são os melhores do mundo. Eu tenho um irmão de 14 anos viciado em vídeo-game e uma irmã de 5 aninhos, eu sou louca por ela. Minha melhor amiga é a Miley Cyrus e ela é incrível, beleza, ela parece ser louca mas ela é mesmo incrível.
Jus: Uau, sua vida é... demais. - disse ele maravilhado.- Para uma pessoa que mora em Manhattan você está muito humilde.
Eu: Ah só um pouco, só gosto de estar em um lugar seguro.

Depois disso acabamos rindo um pouco mais alto que o normal. É tão bom sorrir , é tão bom estar com alguém com um sorriso lindo e contagiante.

Jus: Então você é melhor amiga da Miley Cyrus?
Eu: É, sou. - afirmei.- Você vai adorar ela Justin.
Jus: Se ela for tão legal quanto você eu acho que sim. - ele disse sorrindo.

Droga, por que ele sempre sorri assim?

Eu: Ai está ela pra provar o que eu acabei de dizer... - disse ao ver Miles se aproximar da onde estávamos, guardando o celular na bolsa. - Está tudo bem ?
Miles: Está. Mas precisamos ir. - disse ela e então viu o garoto ao meu lado, o que a fez ficar paralisada por alguns segundos até que ele a cumprimentasse com um beijo no rosto.-
Jus: Eu sou Justin, é um prazer conhece-la .
Miles: Nossa Jenny, você nunca me disse que tinha um amigo gato desses. - ela disse sorrindo.

Justin riu.

Eu: Na verdade eu não tinha, até uns dez minutos atrás.
Miles: Podem trocar o telefone, eu sinto muito, mas houve um imprevisto...
Eu: Miley ! - resmunguei completamente sem graça.
Jus: Eu ia fazer isso agora mesmo.
Eu: Ei, não precisa pegar o meu número, a Miles tá doida...
Jus: Eu quero o seu número. - ele me interrompeu num tom serio e com um sorriso nos lábios me encarando sensualmente.

Aqueles olhos cor de mel, eu me perdi neles. E então trocamos telefone, ele saiu logo em seguida e tivemos que esperar uns 20 minutos até que a movimentação lá fora ficasse menos intensa. Então finalmente entramos no carro, e adivinha... isso mesmo, tinha papazzi lá, eu sabia, nós nunca saímos uma vezinha se quer em que conseguimos despista-los.

A Miles costuma dizer que eles estão me perseguindo também e não só ela, simplesmente por que eu sai na capa de algumas revistas famosas. Nós já estávamos longe da Times Square e eu não fazia ideia de para onde íamos...

Eu: Por que saímos tão rápido?
Miles: Sabe as roupas que estão no porta-malas?
Eu: Sei.
Miles: A Selena que me pediu pra guarda-las. Acabaram de ligar da UNICEF pra ela, só que ela só chega em Nova Iorque amanhã depois do almoço então tenho que leva-las até o Brooklyn.
Eu: Tá tirando onda né ?
Miles: Eu realmente não queria fazer isso mas eu preciso.

Andamos por mais alguns minutos até entrarmos naqueles ruas, ruas que estavam completamente vazias uma vez que já eram mais de 11 horas da noite. Não conversávamos mais sobre o Justin, já conversamos por pelo menos meia hora o que já é demais. E lá estava eu jogando aquele joguinho escroto de novo quando do nada a Miles freou o carro avassaladoramente, graças a Deus existe sinto de segurança.

Eu: Que foi ? - perguntei assustada.
Miles: Você disse que o Justin morava no Long Island, não foi ?
Eu: Claro, por que ?
Miles: Ele te contou que faz servicinhos maldosos antes de ir pra casa ? - ela disse indignada olhando através da janela da sua luxuosa Mercedes.
Eu: O que? - perguntei assustada olhando na mesma direção-. Não pode ser...

Justin estava lá fora com mais uns 5 garotos. Eles riam e apontavam uma arma para um garoto deitado no chão. Eles estavam torturando ele, todos estavam com cigarros na mão, havia bebidas no chão e eles riam descontroladamente enquanto sentiam prazer em torturar aquele rapaz de quem haviam tirado não só a carteira mas também as roupas.

Eu: NÃO PODE SER CARALHO ! - resmunguei com raiva.- EU VOU ACABAR COM ISSO.
Miles: Você não vai a lugar nenhum. - ela disse puxando meu braço, travando a porta e dando partida no carro.-
Eu: PARA A PORRA DESSE CARRO AGORA ! - gritei .
Miles: Eu não vou deixar você fazer isso, eles são bandidos Jenny !

Como ela consegue ser autoritária e calma ao mesmo tempo ?

Eu: EU DISSE PARA A PORRA DESSE CARRO !

Miles se assustou com o jeito que eu falei, a verdade é , eu nunca falei desse jeito com ela. É claro que ela se sentiu magoada. Ela parou o carro e destravou a porta sem tirar os olhos do volante. Me afastei e desci do carro, em seguida me virei pra ela que insistia em não olhar pra mim.

Eu: Me desculpa, eu só não posso deixar que aquele idiota faça aquilo com o garoto. - disse com a voz baixa e fechei a porta do carro em seguida.

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